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Radar do Agronegócio – Notícias Junho

 

Bacen autoriza a renegociação de operações de crédito rural relacionadas à cultura do arroz: o Banco Central, através da Resolução n. 4504 de 1º/07/2016, autorizou as instituições financeiras a renegociar as operações de crédito rural de custeio contratadas na safra 2015/2016 e parcelas vencidas ou vincendas em 2016 das operações de custeio de safras anteriores prorrogadas pelo Conselho Monetário Nacional, investimento e empréstimo do Governo Federal (EGF) de arroz prorrogadas em resoluções especificamente indicadas. A renegociação se aplica às operações de crédito rural destinados à produção de arroz em municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, onde tenha sido decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência de alagamento, chuvas intensas, enxurradas e inundações a partir de 1º de setembro de 2015.

Agronegócio é responsável por 49,9% das vendas externas do Brasil: A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) divulgou que o agronegócio foi responsável por quase metade das vendas externas brasileiras no primeiro semestre de 2016. O complexo soja permanece liderando as exportações. Segundo os dados divulgados, a Ásia realizou a aquisição de 50,2% do valor total exportado pelo Brasil em junho de 2016. Enquanto houve uma retração de 4,3 % nas exportações totais o Agronegócio aumentou em 4%. Os números demonstram a importância do setor para a nossa economia.

Mapa divulga preços mínimos das culturas de verão: O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou no Diário Oficial da União os novos preços mínimos das culturas de verão a partir da safra 2016/2017. O preço mínimo do milho teve alta de 21,68%, passando para R$ 16,50 a saca de 60 quilos nos estados de Mato Grosso e Rondônia; o arroz longo fino em casca para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina teve aumento de 17,86%, passando para R$ 34,97 a saca de 50 quilos; o algodão em pluma teve aumento de 8,93%, passando para R$ 59,80, 15 quilos.

Aumento no preço do arroz anima produtores: Principalmente em decorrência das condições climáticas que propiciaram uma boa safra, os preços do arroz em Casca no Rio Grande do Sul atingiram patamares recordes no mês de Junho/2016, em comparação ao ano passado a alta chega a 35% e a perspectiva é que na entressafra o preço chegue a R$ 50,00. Mesmo diante da boa notícia de valorização do cereal, é importante lembrar que neste ano a produção não conseguirá atender a demanda nacional e o Brasil deverá comprar arroz de outros países, ainda, vale lembrar que o custo da produção está alto. Analistas destacam que o preço do arroz irá subir ainda mais e isso propiciará um fôlego aos arrozeiros.

Carnes bovinas poderão receber um selo para certificar a sustentabilidade ambiental de sua produção: Será lançada em Julho no MS a marca “Carne Carbono Neutro” (CCN) que atestará que a produção da carne foi em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) neutralizando efeito estufa que provoca o aquecimento global. A Embrapa ressalta que “o conceito pode impulsionar a exportação, principalmente para o mercado europeu que é muito exigente. A perspectiva é melhorar a visibilidade da carne brasileira”. Lembramos, ainda, que o conceito CCN pode ser um facilitador para o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) do governo federal, que disponibiliza uma linha de crédito financeiro de baixo custo aos Produtores Rurais.

Safra de grãos 2015/16 deve cair 5,4%: A estimativa de queda na produção de grãos feita pela Conab tem como principal causa as adversidades climáticas que o Brasil vem sofrendo nos últimos meses, como estiagens prolongadas e altas temperaturas. As safras de milho, soja, arroz, feijão e algodão tiveram significativos recuos da produção. Entre os grãos, a safra de trigo foi destaque com produção superior à safra passada. A Conab mostra, ainda, que a área cultivada de grãos em todo o país deve alcançar 58,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,4% ante a safra 2014/15, quando foram cultivados 57,9 milhões de hectares.

Blairo Maggi: Ministro Afirmou que o Brasil deve passar de 7% para 10% sua participação no mercado internacional nos próximos 5 anos

Endurece fiscalização na Cadeia produtiva do Leite no RS: A Legislação pioneira no país é mais rigorosa com transportadores e cria multa de até R$ 309 mil para quem desrespeitar as normas.

AGTECH I: Reportagem do Valor Econômico publicada em 13 de junho retrata uma corrida das grandes empresas por investir em pequenas empresas brasileiras que estão inovando em termos de tecnologia para o Agronegócio. A promessa é de que essas tecnologias podem em pouco tempo revolucionar a pecuária e a agricultura e já tem até um nome: “agtech”.

AGTECH II: O aplicativo BovControl por exemplo promete um pacote de sensores capazes de medir diferentes aspectos da criação, conectar esses dados a outros da fazenda e cruzar as informações para elevar produtividade e segurança na atividade. Já está sendo chamado de pecuária de precisão. Já o A AgroSmart criou algoritmos complexos que fazem o trabalho duro: recomendam desde o momento de irrigação e disparam alertas de doenças. Ao contrário de concorrentes, combina sensores no chão e satélites no espaço, pluviômetros a sensores nas folhas. Recebeu prêmios da Nasa, do Google e da Coca-Cola.

Terceirização: em discursos a empresários o Presidente Temmer e o Ministro Padilha têm reforçado seu apoio ao projeto que regulamente e viabiliza a terceirização de atividades nas empresas.

Aumento de tributos: A Folha de São Paulo noticiou que a equipe econômica do governo estuda aumentar a tributação do agronegócio. Uma ideia defendida é a de acabar com a isenção do agronegócio no pagamento de contribuição previdenciária sobre sua receita obtida com exportação. Simulações feitas por técnicos estimam que a medida poderia gerar uma receita extra de R$ 6,5 bilhões por ano para o caixa da Previdência.

CAMIL a venda: O fundo de investimento Gávea está vendendo sua participação de 31,75% na Camil, uma das maiores empresas de alimentos do país e fortemente atuante em nosso Estado. A empresa fatura 4,2 bilhões de reais e lucros 111 milhões de reais no ano passado. Fonte: Revista Exame de 22/06 de 2016.

Venda de terras e estrangeiros: O ministro Blairo Maggi e o Presidente Temmer já declararam publicamente seu apoio ao projeto que libera a venda de terras a estrangeiros, mas ainda falta um consenso acerca de qual caminho jurídico seguir. Todos concordam que é preciso dar segurança aos investidores e essa ainda é a dificuldade. A expectativa é que a liberação atraia investimentos e movimento o mercado de terras.

Recuperação judicial – Mais uma decisão da justiça de São Paulo permitiu a um produtor rural o acesso a lei de recuperação judicial. A lei é concede vantagens para negócios endividados…

 

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