Radar do Agronegócio – Notícias Julho

Caixa Projeta liberar 10 Bilhões de Crédito Rural para a safra 16/17:  A Caixa liberou 7,8 bilhões de reais para a safra 15/16 para financiar operações de custeio e investimento agrícola e pecuário e projeta um aumento da liberação para 10 Bilhões na safra 16/17. O prazo inicia no mês de julho de 2016 e vai ser distribuído por meio de linhas de recursos obrigatórios, recursos livres e BNDES.

 

Sistema de Exigibilidades do Crédito Rural (Sisex): A diretoria do Banco Central decidiu criar um sistema que engloba o acompanhamento, controle e verificação de cumprimentos, de exigibilidades de direcionamento do crédito rural, relativos aos recursos à vista de poupança rural e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), a partir do ano agrícola 2016/2017. Assim, as instituições financeiras sujeitas à exigibilidade do crédito rural devem remeter as informações ao BC sobre cumprimento de suas obrigações por meio do Sisex a partir de agosto. De acordo com o BC, o principal benefício do Sisex é o de reduzir custo de observância das instituições financeiras e do BC ao desburocratizar remessa, recebimento e armazenamento das informações relativas do crédito rural.

 

Governo brasileiro firmou com o governo americano um acordo para o comércio bilateral de carne bovina in natura entre os dois países. Segundo o Jornal Valor Econômico existem 19 frigoríficos brasileiros que reúnem condições sanitárias de exportar para os americanos.

 

Há uma forte tendência de que cresça o uso das LCA´s (Letras de Crédito do Agronegócio) como fonte de financiamento do produtor rural. O governo aposta no uso deste instrumento como forma de desafogar os instrumentos tradicionais de financiamento. Em entrevista ao Jornal Valor Econômico o Diretor de Agronegócios do Banco do Brasil. José Carlos Reis, afirmou que a base de produtores atendidos vai se pulverizar e crescer. “Temos grandes expectativas de alocar um volume bem significativo, e o governo também está de olho em novas regulamentações” complementou o executivo.

 

A queda no preço da soja provocou um travamento nas operações com o grão no país. Segundo afirmou ao Jornal Valor Econômico o sócio-proprietário da WA Corretora de Cereais, de Maringá (PR), Washington de Oliveira Terra, a tendência e de que os produtores comercializem a safra remanescente de 2015/2016 de agosto e setembro em diante, quando o mercado interno tende a descolar da bolsa de Chicago e passa a pagar melhor.

 

O Presidente da Abrafrigo (Associação Brasileira dos Frigoríficos) Pericles Salazar alerta para uma crise sem precedentes que vem sendo enfrentada pelo setor. Segundo as informações o motivo da crise são três fatores que vem agindo em conjunto: retração do consumo; dificuldades nas exportações e apreciação do real. Para exemplificar Salazar mostra que o consumo per capita de carne no Brasil que ja foi de 40 quilos por ano, hoje é de 32 quilos, e a tendência é de queda maior ainda. As informações são do Jornal Valor Econômico.

 

Estão disponíveis os resultados completos do estudo “Desempenho de Cultivares de Soja Indicadas para o Rio Grande do Sul – Safra 2015/2016” no site www.farsul.org.br e na página da Fundação Pró-Sementes. Realizado há nove anos, o estudo avalia o desempenho de novas cultivares de soja registradas e indicadas pelo Zoneamento Agrícola de risco climático, e tem por objetivo orientar o produtor na tomada de decisão sobre a melhor semente de acordo com as condições e características de sua região.

 

Estado de Santa Catarina reduz para 6% a alíquota do ICMS sobre o valor de comercialização de suínos vivos. O decreto foi publicado em 01/08/2016, e foi considerado uma conquista para os produtores para que estes possam atravessar a crise instalada no país sem prejuízos.

 

Com custos elevados a produção de frango tem queda no próximo semestre e mais uma vez as altas dos insumos prejudicam o agronegócio o que acarretou grande diminuição na margem de lucro dos empresários deste ramo e a redução da produção. Estimasse que o custo da produção  subiu cerca de 15% desde o ano passado, e um dos fatores contribuintes para isso foi a elevação da tarifa de energia elétrica.  Consequentemente os consumidores pagarão cerca de 6% a mais no quilo do frango.

 

Ministério das Relações Exterior firma acordo e alavanca as exportações para a União Européia em função da adesão da Croácia ao bloco. Estimasse que este acordo alavanque as exportações cerca de  R$ 250 milhões por ano , tendo em vista que foram ampliadas as quotas com tarifas de importação reduzidas para carnes de frango e peru e para o açúcar. Para este último além da ampliação da quota tarifária por ano, não serão aplicáveis tarifas intraquota mais baixas do que as vigentes para a atual durante sete anos.

 

Licença ambiental terá renovação anual e obrigatória , portanto deverá portar licença ambiental para plantar. Agora o produtor rural precisará renovar anualmente a sua licença Ambiental.  Diversas áreas rurais já estão sendo embargadas em diversos estados do país por não possuírem licenciamento ambiental.  Vale ressaltar que até o momento estava em vigência lei complementar que permitia aos estados disciplinarem sobre a necessidade ou não de os produtores apresentarem a documentação a cada safra.

 

A INTL FCStone publica as perspectivas para o terceiro trimestre de 2016 das soft commodities.

“Referente à soja, há possibilidade de uma redução anual de 26% nos estoques, o que dá um efeito direto nos preços futuros do grão. Além disso, há sinal que a soja dos EUA ganhe mais espaço no mercado.

Referente ao milho e sua safra atual aquém do potencial, a previsão é diminuição da exportação para que atenda ao consumo interno no Brasil.

Já o algodão permanece direcionado à China com elevada demanda, o que favorece seu preço mais alto no mercado doméstico.

Entretanto o açúcar deve manter a alta na demanda, porém déficit na oferta, tanto nesta como na próxima safra, o que levará à queda dos estoques globais.

 

A Medida Provisória n. 733/2016 enviada pelo Governo à Câmara dos Deputados, entre outras medidas, autoriza a concessão de descontos para a liquidação de dívidas originárias de operações de crédito rural e das dívidas contraídas no âmbito do Fundo de Terras e da Reforma Agrária e do Acordo de Empréstimo 4.147-BR, com descontos que variam de 60% a 95 % sobre o valor consolidado da dívida. Para tanto, as dívidas devem ter sido inscritas em dívida ativa da União até 31 de dezembro de 2014, o que significa que esta parte da medida alcança somente os inadimplentes com a Fazenda. A liquidação da dívida deve ocorrer até 29 de dezembro de 2017.

 

A MP 733/2016 que estabelece descontos para quitação de mútuos vem gerando uma sensação de injustiça em muitos produtores. É que os benefícios somente estão acessíveis aqueles que tem débitos inscritos em dívida ativa. Significa que quem até aqui honrou seus compromissos, muitas vezes a duras penas, deve continuar pagando-os integralmente. Já quem inadimpliu poderá beneficiar-se de descontos. Não que quem inadimpliu seja desonesto, mas o governo com isso estimula a cultura de que os bons paguem pelos maus.

 

O Ministério encaminhou ao governo proposta de isenção de PIS e COFINS na importação do grão de milho até o fim do ano, segundo divulgou o Ministério da Agricultura (MAPA), objetivando conter a alta do preço do milho no mercado interno.

 

O Sul do Brasil tem 89,54% de área cadastrada no CAR, conforme o Boletim Informativo do Cadastro Ambiental Rural de junho divulgado pelo Serviço Florestal Brasileiro, o equivalente a 37,4 milhões de hectares. O Nordeste é o Estado com o menor percentual de cadastro: 65,15%.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um grupo de trabalho para desenvolver propostas de ajustes ao atual modelo de seguro rural. A missão da equipe, composta por representantes do setor agropecuário, das instituições financeiras, seguradoras e governo, será de melhorar aspectos operacionais e técnicos, além de propor mudanças na governança dos programas de gestão de risco rural.

 

Visando captar novos negócios para o País e a promoção comercial dos produtos do agronegócio nacional, Blairo Maggi, vem debatendo com o setor agropecuário um projeto piloto de promoção do agronegócio brasileiro no exterior para atrair investidores, denominado Programa Acesso a Mercados (PAM-AGRO). O intuito do programa é aumentar a participação do país no mercado mundial de grãos dos atuais 7% para 10% até o ano de 2021.

 

Brasil é o segundo maior exportador de milho do mundo, ficando atrás somente dos EUA, no último ano (2015), o Brasil exportou 34 milhões de toneladas de milho. Isso equivale a um faturamento de aproximadamente de 4,9 bilhões de dólares. Neste ano, mais precisamente de janeiro a junho, a exportação de milho cresceu ainda mais: faturou dois bilhões de dólares, o dobro do primeiro semestre de 2015.

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