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5 praticas das empresas mais bem-sucedidas do agronegócio

5 práticas adotadas pelas empresas rurais mais bem-sucedidas

A Affectum acompanha de perto os processos de gestão de alguns dos produtores rurais mais bem-sucedidos do mercado, ajudando-os inclusive a implementar algumas destas práticas de gestão nas áreas societária, tributária e jurídica. Essa experiência permite-nos conhecer e aprender com quem figura na vanguarda do agronegócio.

Conheça algumas das características da cultura das empresas que compõe a nata do agronegócio:

1 – Investem em gestão de pessoas: negócios prósperos e bem-sucedidos são conduzidos por líderes que sabem que a eficiência depende essencialmente de pessoas capacitadas, por isso investem pesadamente na atração e retenção de talentos. Eles sabem que não precisam saber nem fazer tudo, é muito melhor ter ao seu lado pessoas capacitadas, motivadas e especializadas em cada etapa do processo produtivo.

2 – São abertos a inovação: em um artigo recente ao explicar porque as empresas quebram, Vicente Falconi disse que “Inovar não é, necessariamente, adotar tecnologias novas. Inovar é se adaptar continuamente ao mercado”. Essas empresas sabem disto e estão sempre abertas a experimentar e adequar-se as novas realidades tecnológicas, de mercado, de legislação, etc. Isso não significa aventurar-se a cada nova tendência, mas sim manter a cabeça aberta e não se limitar a “seguir a manada”.

3 – Enxergam a propriedade como uma empresa: os maiores empresários do setor rural sabem que respeito a tradição não significa gerir a atividade rural como seus avós faziam. Eles sabem que os tempos mudam e o que fez um negócio chegar a certo lugar nem sempre o fará ir mais longe. A profissionalização é hoje uma exigência do mercado e isso implica em separar os interesses pessoais e familiares dos interesses do negócio. Além disso os verdadeiros empresários do campo sabem que o que não é medido não é gerenciado e por isso tomam decisões com base em dados, informações e indicadores.

4- Tem visão de futuro: ao planejar suas ações e investir seus recursos os melhores e maiores do agro tem sempre em vista uma realidade que projetam para um horizonte muito mais amplo do que a safra que vem. Eles sabem que o mundo muda numa velocidade jamais antes vista e que tudo o que afeta o mundo em que vivem de alguma forma afetará seus negócios, por isso estão sempre antenados às mudanças e aconselham-se com quem conhece áreas com as quais não estão tão familiarizados.

5 – Preocupam-se com a sucessão e profissionalização familiar:  negócios rurais, dos maiores aos menores, são quase sempre de composição e controle familiar. Aqueles que dão certo sabem que não basta profissionalizar o negócio, seus processos e gestores se a família não entender o que isso significa. Criar uma cultura familiar voltada para a preservação da empresa e transmitir os valores que nortearam o sucesso dos negócios aos sucessores é uma característica muito marcante e presente nos mais bem-sucedidos. No plano patrimonial eles costumam proteger-se, planejar o futuro e deixar as regras do jogo claras para seus sucessores.

planejamento tributario na atividade rural

É possível fazer planejamento tributário na atividade rural?

Do ponto de vista tributário a exploração da atividade rural por pessoa física é realizada da mesma maneira há décadas. A legislação é simples e estável, de tal sorte que os contadores e os produtores já aprenderam as principais maneiras de reduzir o imposto.

Essa tradição somada a escassez de mão-de-obra qualificada para sugerir alternativas diversas faz com que produtores creiam que essa é a única forma de trabalhar: livro-caixa da pessoa física, postergação de receitas, realização de investimentos para deduzir do lucro, etc.

Existem, entretanto, pelo menos outras seis alternativas de enquadramento tributário que o produtor pode optar por adotar. É importante frisar que tratam-se de opções que a legislação faculta ao produtor e portanto são alternativas de elevada segurança e conservadorismo.

Imagine que antes de comprar um determinado produto de valor significativo como um trator por exemplo, você soubesse que o mesmo produto pode ser comprado por sete preços diferentes. Imagine que a diferença entre esses preços é significativa e que a opção por um outro preço não vai alterar significativamente o resultado da compra. Você optaria pelo preço mais barato certo? Pois bem, em matéria de impostos muitos produtores não costumam pensar desta maneira. Em geral eles preferem optar pelo preço que estão acostumados a pagar.

Produtores que possuem circunstâncias como investimentos reiteradamente altos ou prejuízos significativos em exercícios anteriores, e que, portanto, não pagam nada a título de imposto de renda, não tem porque se preocupar com isso. Mas para aqueles que reiterada ou eventualmente pagam valores significativos de imposto de renda, comparar as opções é uma obrigação.

Qualquer produtor, inclusive aquele que é arrendador, pode pagar seus tributos como pessoa física ou como pessoa jurídica. Na pessoa jurídica é possível optar por três regimes tributários: lucro real, lucro presumido e simples nacional. Para dar uma ideia das possibilidades, a depender das circunstâncias quem optar pelo lucro presumido pode conviver com a certeza de que sua tributação não será maior do que 2,28% de seu faturamento, independentemente do lucro que tiver ao fim do ano.

Ainda a depender das circunstâncias é possível sofisticar e ganhar mais combinando esses regimes através da exploração por meio de parcerias rurais em regime familiar por exemplo. Nesta hipótese uma parcela da receita pode ser tributada em um regime e outra parcela em outro, podendo as despesas serem distribuídas entre os parceiros de diversas formas.

As possibilidades permitem chegar de antemão a uma conclusão singela: o produtor rural que reiteradamente paga imposto de renda em valores significativos ao fim de cada ano está deixando aproveitar as possibilidades que a legislação lhe oferece para reduzir essa carga tributária de forma totalmente lícita. Vale por fim frisar que essa possibilidade de redução em nada prejudica a capacidade de crédito junto aos bancos nem implica em burocratizar os procedimentos operacionais.