7 problemas que sua família pode ter se não fizer um planejamento de sucessão

A Sucessão é um processo natural no qual o negócio, o patrimônio e o poder são transmitidos entre as diferentes gerações de uma família.

São necessários muitos anos de trabalho e dedicação para construir um patrimônio e solidificar um negócio, mas com o passar do tempo importantes decisões devem ser tomadas para garantir a continuidade de toda esta obra.

Se nada for feito a transmissão do patrimônio será feita através de um processo de inventário, no qual todos os bens, direitos e deveres são contabilizados e o saldo é divididos entre os herdeiros.

Entenda agora os problemas que sua família poderá enfrentar se não levar a sério o planejamento da sucessão e proteção patrimonial.

 

Brigas pelo poder: a prática ensina que herdeiro não é sucessor. Com a falta ou retirada de um dos líderes do negócio abre-se um vácuo a ser preenchido. O que acontecerá se a organização não preparar um novo líder para assumir as principais funções do negócio? O Clima de um inventário é um péssimo momento para tomar este tipo de decisão e irmãos costumam nutrir rivalidades e uma dificuldade reciproca em aceitar a liderança do outro. É preciso construir previamente as regras e o ambiente para que essa continuidade ocorra de forma natural e sem conflitos.

Briga pela divisão dos bens: Quem fica com a casa? Quem fica com o apartamento? Quem fica com qual área do campo? Quanto valem as barragens, silos, mangueiras e demais benfeitorias? Neste momento as emoções e os interesses pessoais crescem, a opinião dos agregados ganha peso, o negócio fica de lado e os laços de relacionamento tornam-se frágeis. É possível e recomendável mediar e determinar previamente num ambiente saudável e regrado como tudo isso irá acontecer.

Burocracia: Inventários simples, de patrimônios pequenos, realizados por escritura pública, com o entendimento dos herdeiros e sem maiores problemas pode facilmente levar mais de 2 anos. Se for necessário tramitar no Poder Judiciário, esse prazo aumenta facilmente para 4 anos. Se tramitar no Judiciário e houver litígios, herdeiros menores ou algum agravante o prazo não raras vezes ultrapassa uma década. O tempo e energia gastos com isso por vezes corroem família, patrimônio e negócio. Na melhor das hipóteses custas, cartórios, certidões, matrículas, registros, averbações e alvarás vão imobilizar as operações da empresa duramente um bom tempo.

Pulverização da propriedade: A divisão das terras entre os herdeiros geralmente ignora algumas questões fundamentais do negócio, como o inter-relacionamento das culturas e os ganhos de escala. Tudo é dividido conforme a lei determina. Muitas famílias encontraram a chave da perenidade do negócio através da manutenção do controle dos meios de produção. Quem quiser sair recebe sua parte de um modo que o negócio possa pagar, mas antes disso todos assumem um compromisso para com a continuidade do negócio.

Descapitalização: O ITCMD (Imposto de transmissão causa mortis e doação) consome imediatamente até 6% de tudo o que a família possui e deve ser pago a vista. Serviços advocatícios e de outros profissionais ficam com algo em torno de 4 a 10% do patrimônio. Ao todo, sem brigas, o inventário pode consumir até 16% do patrimônio de uma só vez.

Falta de preparo: negócios familiares quando transmitidos por herança dão lugar a uma sociedade de irmãos ou primos que são pessoas que não tiveram a oportunidade de se escolherem mutuamente. Assim é natural que haja uma falta de alinhamento e de afinidades. É preciso preparar os membros da família para conhecer, aceitar e entender o papel que cada um terá no negócio seja como sócio proprietário, seja como sócio gestor, seja como conselheiro. Em outras palavras é preciso profissionalizar a família.

Imprevistos irão acontecer: ninguém planeja morrer, adoecer, separar-se, acidentar-se, perder o emprego, falir ou brigar com um irmão, por exemplo. São coisas ruins que geram sentimentos negativos, razão pela qual nos afastamos ao máximo delas. Entretanto, no longo prazo e em uma família grande a chance de um ou mais destes acontecimentos negativos acontecer é grande e geralmente as pessoas e os negócios não estão preparados para isso. Existem muitos acordos “de boca”, muita informalidade, as regras de entrada e saída não estão claras, etc. Preparar-se para situações difíceis é tão importante quanto preparar-se para o sucesso. Como disse Mario Quintana a morte “sempre chega pontualmente na hora incerta”.

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